Por Que os Organismos do Fundo do Mar Não Congelam? Desvende o Mistério da Adaptação Térmica!

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심해 저서생물과 온도 적응 - **Prompt 1: Bioluminescent Deep-Sea Symphony**
    A breathtaking, photorealistic image of the abyss...

Olá, pessoal! Sejam muito bem-vindos ao nosso cantinho de descobertas e curiosidades! Hoje, quero levar vocês em uma viagem para um lugar que, confesso, sempre me fascinou: as profundezas abissais do nosso oceano.

Imaginem um mundo onde a luz do sol nunca chega, a pressão é esmagadora e a temperatura mal ultrapassa o ponto de congelamento. Parece um cenário de ficção científica, não é mesmo?

Mas é lá, nesse ambiente tão inóspito, que a vida pulsa de uma forma que desafia tudo o que conhecemos. Eu, que já passei horas e horas lendo e assistindo documentários sobre o assunto, fico impressionado com a capacidade de adaptação dessas criaturas.

É algo de outro mundo! Recentemente, com as novas tecnologias e as expedições cada vez mais audaciosas, como as que o Brasil pretende realizar em breve, estamos desvendando mistérios que pareciam impossíveis.

A ciência tem mostrado que a vida encontra um jeito de prosperar até mesmo onde não imaginávamos, com organismos que desenvolveram “truques” incríveis para sobreviver em pressões mil vezes maiores que na superfície.

Mas, infelizmente, esse universo tão distante também não está imune aos impactos das mudanças climáticas, que podem afetar até mesmo essas zonas que pareciam tão estáveis.

É um equilíbrio delicado, e entender como essas criaturas se adaptam à temperatura nos ajuda a compreender a resiliência da vida no nosso planeta. Vamos juntos mergulhar mais fundo nesse assunto?

Abaixo, vamos explorar cada detalhe para entender como esses seres incríveis sobrevivem!

A Extrema Hospitalidade do Abismo: Onde o Frio e a Pressão Dominam

심해 저서생물과 온도 적응 - **Prompt 1: Bioluminescent Deep-Sea Symphony**
    A breathtaking, photorealistic image of the abyss...

Quando pensamos no fundo do mar, a imagem que nos vem à cabeça é de um lugar inóspito, e com razão! Estamos falando de ambientes a mais de 2.000 metros de profundidade, onde a luz do sol simplesmente não chega, a temperatura fica entre 2 e 4°C (e pode chegar a -1.8°C em algumas áreas, excluindo as fontes hidrotermais) e a pressão é simplesmente avassaladora, aumentando cerca de 1 bar a cada 10 metros. Já me peguei imaginando como seria ter o peso de centenas de elefantes sobre mim, e é mais ou menos isso que as criaturas abissais enfrentam diariamente! Essas condições são um verdadeiro desafio para a vida, mas, como a natureza é cheia de surpresas, muitas espécies não só sobrevivem, como prosperam por lá. É um choque, eu sei, mas a vida sempre encontra um caminho! A ausência de luz significa que a fotossíntese, que sustenta a maior parte da vida na Terra, é impossível. Por isso, a alimentação nesses ecossistemas é bem diferente, dependendo de detritos que caem da superfície ou de processos químicos incríveis que vamos explorar. Essa é a primeira grande lição que o abismo nos ensina: os limites da vida são muito mais elásticos do que imaginamos.

Corpos Flexíveis e Ossos Leves: A Engenharia da Pressão

Para aguentar essa pressão absurda, os seres abissais desenvolveram corpos que nos parecem, à primeira vista, um tanto estranhos. Muitos deles têm esqueletos leves ou até mesmo corpos gelatinosos e flexíveis, com ossos reduzidos ou ausentes. Lembro-me de ver um documentário sobre um peixe-carneiro (são chamados de ‘snailfish’ em inglês) que parece uma gelatina, e pensei: “Que adaptação perfeita!”. Essa estrutura permite que a pressão interna e externa sejam praticamente as mesmas, evitando que sejam esmagados. Não há cavidades cheias de ar, como em nós, o que seria fatal. É como se a natureza tivesse projetado cada um deles para ser uma esponja super-resistente à pressão, capaz de se “moldar” ao ambiente sem sofrer danos. Impressionante, não é?

Metabolismo Lento: A Economia de Energia na Escuridão

Com a escassez de alimento e as baixíssimas temperaturas, desperdiçar energia não é uma opção. Por isso, muitas criaturas abissais têm um metabolismo super lento, quase como se vivessem em câmera lenta. Isso permite que sobrevivam por longos períodos sem comida, esperando que algum detrito nutritivo, a famosa “neve marinha”, caia da superfície. É uma estratégia genial de “esperar para ver”, que garante a sobrevivência em um ambiente onde cada caloria conta. Parece um estilo de vida bem zen, se pararmos para pensar, totalmente focado na eficiência energética.

Bioluminescência: As Luzes Mágicas das Profundezas

No mundo de escuridão total do oceano profundo, onde a luz do sol nunca chega, as criaturas abissais desenvolveram uma das adaptações mais fascinantes: a bioluminescência. É como se elas tivessem seus próprios faróis e lanternas internos! Ver esses flashes de luz em documentários é algo que sempre me deixa boquiaberto. É a natureza em seu estado mais criativo, transformando uma reação química em um espetáculo de luz. Cerca de 90% dos animais que vivem nessas profundezas têm essa capacidade, e os usos são tão variados quanto as próprias espécies. Não é só para parecerem bonitas, viu?

Atraindo Presas e Parceiros: Um Baile de Luzes

Imaginem um pescador em alto mar, usando uma isca brilhante para atrair peixes. É exatamente isso que muitos peixes abissais fazem! O famoso peixe-pescador, por exemplo, tem um apêndice luminoso que funciona como uma “isca” para atrair suas presas desavisadas. Outros usam a luz para se comunicar e encontrar parceiros no meio da vasta escuridão. Já pensou que romântico seria um “match” no Tinder abissal, baseado em flashes de luz únicos? A bioluminescência é a linguagem visual do abismo, essencial para a sobrevivência e a reprodução dessas espécies.

Camuflagem e Defesa: Invisibilidade Luminosa

Além de atrair, a luz também pode camuflar! Alguns animais usam a bioluminescência para criar uma espécie de “contra-iluminação”, que os ajuda a se misturar com a pouquíssima luz que pode vir da superfície ou até mesmo a quebrar suas silhuetas, tornando-os menos visíveis para predadores que olham de baixo para cima. Outros usam pulsos de luz para assustar ou desorientar predadores, como a medusa Atolla, que solta flashes vermelhos para atrair predadores secundários aos seus agressores – um verdadeiro “escudo luminoso”. É uma inteligência natural que me deixa sem palavras, mostrando que até no escuro, ser visto na hora certa (ou não ser visto de jeito nenhum) é uma arte.

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Oásis Térmicos: A Vida ao Redor das Fontes Hidrotermais

Mesmo em um oceano majoritariamente gelado, existem “oásis” de calor e vida: as fontes hidrotermais. Eu confesso que a primeira vez que soube da existência delas, fiquei chocado. São fissuras na crosta terrestre de onde emerge um fluido geotermal superquente e rico em minerais. A água pode atingir temperaturas altíssimas, chegando a mais de 350°C em algumas regiões. Ao redor dessas chaminés submarinas, descobrimos ecossistemas que desafiam a nossa compreensão da vida. É um mundo totalmente diferente, que não depende da luz solar para prosperar, mas sim da química da Terra.

Quimiossíntese: A Base de uma Cadeia Alimentar Única

A grande estrela desses ecossistemas é a quimiossíntese. Em vez de usar a luz do sol para produzir energia, bactérias e outros microrganismos utilizam reações químicas, oxidando compostos como sulfeto de hidrogênio (um gás tóxico para a maioria dos seres vivos da superfície) e metano, para criar seu próprio alimento. Elas são os produtores primários, o equivalente às plantas na superfície. Essa energia sustenta toda uma cadeia alimentar complexa, com vermes tubulares gigantes, caranguejos, moluscos e outras criaturas incríveis que formam relações simbióticas com essas bactérias. É uma prova viva de que a vida, em sua essência, é uma questão de energia, não necessariamente de luz.

Adaptações ao Calor e à Toxicidade

Os animais que vivem nessas fontes hidrotermais também possuem adaptações espetaculares para lidar com as altas temperaturas e a toxicidade dos gases e minerais. Lembro de ler sobre vermes tubulares que podem viver em tubos com mais de dois metros de comprimento e que não têm boca nem sistema digestivo. Em vez disso, eles abrigam bilhões de bactérias quimiossintéticas dentro de si, que produzem os nutrientes que eles precisam! É uma parceria perfeita. Essa resiliência a condições tão extremas nos mostra que a vida é muito mais versátil do que imaginamos, e que a criatividade da natureza para encontrar soluções é infinita.

Gigantismo Abissal: Quanto Maior, Melhor?

Sabe aquela sensação de surpresa quando vemos algo muito maior do que esperávamos? É exatamente o que acontece com o fenômeno do gigantismo abissal. Em contraste com a ideia de que a escassez de recursos levaria a organismos menores, muitas criaturas nas profundezas do oceano são simplesmente enormes, como o isópode gigante, o polvo de sete braços e a famosa lula-colossal, que pode chegar a pesar meia tonelada e medir mais de 10 metros. Eu mesmo, quando vi uma imagem da lula-gigante pela primeira vez, quase caí para trás! É um verdadeiro show de megatamanhos em um ambiente tão desafiador.

Teorias para o Gigantismo: Temperatura e Escassez

Os cientistas ainda não têm uma única explicação para o gigantismo abissal, mas várias hipóteses intrigantes surgem. Uma delas sugere que a baixa temperatura e a pressão ajudam a desacelerar o metabolismo desses animais, permitindo que cresçam por mais tempo antes de atingir a maturidade sexual. Pensei: “Ah, então o frio ajuda a prolongar a vida e o crescimento!”. Além disso, em um ambiente com pouquíssimo alimento e parceiros reprodutivos, ser grande pode ser uma vantagem. Organismos maiores conseguem se locomover mais e capturar presas com mais eficiência, e também armazenar mais energia para longos períodos sem comida. Para algumas espécies, ser grande também pode ajudar na regulação da temperatura corporal e diminuir a necessidade de atividade constante.

Gigantes Famosos e Suas Vantagens

Entre os exemplos clássicos, temos a lula-gigante e a lula-colossal. A lula-gigante é conhecida pelo seu comprimento impressionante, com tentáculos que podem chegar a 13 metros. Já a lula-colossal é mais robusta e volumosa, com ganchos nos tentáculos para agarrar presas e se defender de predadores como os cachalotes. Outros exemplos incluem o caranguejo-aranha-gigante e o regaleco. Essas criaturas demonstram que, mesmo nas condições mais duras, a evolução pode levar a resultados surpreendentes e majestosos. É um lembrete de que a vida no oceano profundo é um espetáculo de diversidade e adaptação.

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A Sutil Dança da Comunicação no Escuro

심해 저서생물과 온도 적응 - **Prompt 2: Hydrothermal Vent Ecosystem**
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Em um lugar onde a escuridão é a regra, como essas criaturas se comunicam? Não é como na superfície, com cores vibrantes ou sons que se propagam livremente. No abismo, a comunicação é uma dança sutil e engenhosa, adaptada à ausência de luz e às pressões extremas. Eu sempre me perguntei como eles se encontram para reproduzir ou como avisam sobre um predador à espreita. A resposta está em uma combinação de sentidos apurados e a magia da bioluminescência, que já mencionei, mas que desempenha um papel crucial aqui.

Sentidos Aguçados e Sinalização Química

Muitos animais abissais desenvolveram sentidos extrassensoriais, por assim dizer. Alguns têm olhos extremamente grandes e sensíveis, capazes de detectar a menor quantidade de luz emitida por outro organismo. Outros dependem mais do olfato e da sensibilidade a mudanças na pressão local para encontrar alimento e evitar serem capturados. É como se eles tivessem um GPS interno superpoderoso, sintonizado nas vibrações mais tênues do ambiente. A comunicação química também pode ser uma forma de interagir, liberando substâncias na água para atrair parceiros ou alertar sobre perigos. É um mundo de sinais invisíveis para nós, mas perfeitamente compreendidos por eles.

Bioluminescência como Linguagem Secreta

A bioluminescência não serve apenas para caçar ou camuflar, mas também como uma forma complexa de comunicação. Diferentes padrões de flashes e cores podem ser como códigos morse, transmitindo mensagens específicas sobre a identidade da espécie, a disposição para o acasalamento ou um aviso de perigo. Algumas espécies de peixes, por exemplo, têm padrões de luz únicos nas laterais do corpo, que funcionam como um “cartão de visitas” para encontrar parceiros da mesma espécie na imensidão escura. É fascinante pensar que, no silêncio e na escuridão, a vida floresce através de um balé de luzes e sinais sutis.

As Expedições Brasileiras e o Futuro da Exploração

É incrível pensar que, mesmo em pleno século XXI, ainda conhecemos mais sobre a superfície de Marte do que sobre o fundo dos nossos próprios oceanos. Mas essa realidade está mudando, e o Brasil, que tem uma costa imensa e rica em biodiversidade, está entrando com tudo nessa corrida pela descoberta! Lembro-me de ter lido sobre as iniciativas do nosso país, e sinto um orgulho imenso de ver a ciência brasileira desbravando essas fronteiras. Isso não é apenas sobre curiosidade; é sobre entender um pedaço vital do nosso planeta e, quem sabe, encontrar soluções para os desafios que enfrentamos aqui na superfície.

Um Olhar Mais Fundo no Atlântico Sul

O Brasil tem planos ambiciosos para explorar o oceano profundo, com expedições previstas para 2026 no Atlântico Sul. Isso me deixa super animado! O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) está desenvolvendo um programa de pesquisa focado na região, e já existem descobertas de novos tipos de recifes e espécies de peixes em áreas como a Cadeia Vitória-Trindade e o talude continental de São Paulo. Imagina a emoção de participar de uma equipe que descobre uma criatura nunca antes vista, ou um ecossistema que funciona de um jeito completamente novo? É o tipo de aventura que alimenta a alma de qualquer explorador.

Tecnologia a Serviço da Descoberta

Para essas expedições, a tecnologia é nossa maior aliada. Veículos operados remotamente (ROVs) e submarinos robóticos não tripulados são essenciais para chegar a profundidades que seriam impossíveis para humanos. Esses equipamentos nos permitem filmar, coletar amostras e estudar ambientes sem perturbar excessivamente a vida local. A comunidade científica brasileira, apesar de ainda depender de apoio de instituições estrangeiras para alguns equipamentos mais específicos, está cada vez mais engajada. O futuro é promissor, e mal posso esperar para ver as novas maravilhas que o fundo do mar brasileiro nos revelará!

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As Ameaças Invisíveis: Mudanças Climáticas no Abismo

É triste pensar que nem mesmo as profundezas abissais, que parecem tão intocadas e distantes, estão imunes aos impactos das ações humanas. As mudanças climáticas não afetam apenas a superfície; suas garras alcançam até os cantos mais isolados do nosso planeta. Quando descobri isso, senti um aperto no coração, porque se a vida consegue ser tão resiliente nessas condições extremas, imagine o que estamos causando se até lá estamos mexendo no equilíbrio. É um lembrete forte de que tudo no nosso planeta está interligado, e que a nossa responsabilidade é global.

Aquecimento e Acidificação dos Oceanos

O aquecimento global não eleva a temperatura apenas na superfície; as camadas mais profundas do oceano também estão aquecendo, e, em algumas regiões, a uma velocidade até quatro vezes maior do que na superfície. Para mim, que sempre associei o abismo ao frio constante, isso foi um choque. O problema é que essas criaturas são adaptadas a ambientes térmicos muito estáveis. Uma pequena mudança pode ter consequências drásticas. Além disso, os oceanos absorvem grande parte do dióxido de carbono da atmosfera, o que causa a acidificação da água do mar. Essa acidificação afeta a formação de conchas e esqueletos de carbonato de cálcio, essenciais para muitos organismos marinhos. Já pensou no impacto em uma cadeia alimentar tão frágil?

Consequências para a Biodiversidade Abissal

Os cientistas alertam que a aceleração da velocidade climática no oceano profundo coloca a biodiversidade abissal em risco. Se a temperatura subir, muitas espécies terão que migrar para encontrar condições ideais, e aquelas que não conseguem se locomover, ou que são endêmicas de um local específico, podem simplesmente desaparecer. Isso pode levar a extinções em massa e à perturbação de ecossistemas inteiros. É uma realidade assustadora, e me faz pensar em como cada pequena ação que fazemos aqui em cima tem um eco profundo, literalmente. Proteger os oceanos, mesmo suas partes mais distantes, é proteger a vida na Terra como um todo.

Característica do Ambiente Abissal Adaptação dos Organismos Exemplo de Criatura
Ausência de Luz Solar Bioluminescência para caça, comunicação e camuflagem; Olhos grandes e sensíveis ou ausentes. Peixe-pescador, Lula-luminosa
Pressão Extrema (200 a 1000 atm) Corpos gelatinosos e flexíveis, sem cavidades cheias de ar; Ossos reduzidos ou ausentes. Peixe-carneiro (Snailfish), Holotúrias
Temperaturas Baixas (2-4°C) Metabolismo lento; Enzimas adaptadas ao frio. Muitos invertebrados e peixes abissais
Escassez de Alimento Bocas e estômagos grandes e elásticos; Capacidade de quimiossíntese; Gigantismo abissal. Peixe-ogro, Vermes tubulares, Lula-colossal
Toxicidade (em fontes hidrotermais) Simbiose com bactérias quimiossintéticas; Resistência a metais pesados. Vermes tubulares gigantes

Conclusão da Nossa Aventura nas Profundezas

Uau, pessoal! Que mergulho profundo fizemos juntos, não é mesmo? Confesso que cada vez que pesquiso sobre o oceano abissal, sinto uma mistura de admiração e uma pontinha de urgência. É como se a natureza nos sussurrasse seus segredos mais antigos, mas ao mesmo tempo, nos alertasse sobre a delicadeza de todo esse equilíbrio. Vimos como a vida, de formas que desafiam nossa imaginação, encontra maneiras espetaculares de prosperar onde menos esperamos, desde a escuridão avassaladora e a pressão esmagadora até os oásis fumegantes das fontes hidrotermais. É um testemunho da incrível resiliência do nosso planeta e de como cada criatura, por mais estranha que pareça, tem um papel fundamental nesse quebra-cabeça da vida. E o mais emocionante de tudo é saber que ainda temos muito a desvendar! As expedições brasileiras, com o INPO à frente, são um farol de esperança, nos mostrando que estamos, finalmente, olhando para dentro, para o nosso próprio quintal marinho, com a seriedade e a curiosidade que ele merece. Mas, como sempre, vem o alerta: o que está lá embaixo, tão distante, também sente os nossos impactos aqui em cima. É um chamado para refletirmos sobre a nossa pegada no planeta e a importância de protegermos esses mundos invisíveis antes que seja tarde. Cada um de nós pode fazer a diferença, mesmo de longe. Porque, no fim das contas, a saúde do oceano profundo é a saúde de todos nós.

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Informações Úteis para Saber

1. Você sabia que conhecemos mais sobre a superfície da Lua e de Marte do que sobre o fundo dos nossos próprios oceanos? É surreal pensar que apenas uma pequena fração do leito marinho foi mapeada e explorada até hoje, cerca de 20%, o que significa que há um mundo inteiro de mistérios à espera de ser descoberto!

2. As profundezas abissais abrigam comunidades quimiossintéticas que não dependem da luz solar, mas sim de reações químicas para produzir energia. Cientistas continuam descobrindo novas espécies em locais como a Fossa do Japão, desafiando o que pensávamos sobre os limites da vida no planeta.

3. Apesar de sua aparente distância, o oceano profundo é diretamente afetado pelas mudanças climáticas. O aquecimento global não se limita à superfície, e o aumento da temperatura das águas profundas pode causar um grande desequilíbrio para espécies adaptadas a ambientes térmicos estáveis.

4. O Brasil está investindo pesado na exploração do Atlântico Sul, com expedições planejadas para a Cadeia Vitória-Trindade e outras áreas a partir de 2025/2026. Essas missões prometem revelar uma biodiversidade única e potenciais bioprodutos para medicina e agricultura.

5. Podemos ajudar na preservação dos oceanos de diversas formas, mesmo sem mergulhar no abismo: reduzindo nossa pegada ecológica, apoiando a pesca sustentável, evitando produtos que exploram a vida marinha e, claro, educando a nós mesmos e aos outros sobre a importância desses ecossistemas.

Principais Pontos a Reter

Nossa jornada pelas profundezas do oceano revelou um universo de vida extraordinária e complexidade. Primeiro, entendemos que a vida abissal se adapta de maneiras incríveis a condições extremas de pressão, frio e escuridão, desenvolvendo corpos gelatinosos e metabolismos lentos para sobreviver. Vimos como a bioluminescência é a “linguagem” do abismo, usada para caça, defesa e comunicação, criando espetáculos de luz na escuridão. Exploramos os oásis de vida ao redor das fontes hidrotermais, onde a quimiossíntese sustenta ecossistemas ricos e únicos, provando que a vida não precisa de luz para florescer. Descobrimos o fenômeno do gigantismo abissal, com criaturas que crescem a tamanhos impressionantes em um ambiente de escassez. E, finalmente, percebemos que, apesar da distância, o oceano profundo está sob a ameaça das mudanças climáticas, com o aquecimento e a acidificação impactando seus delicados ecossistemas. No entanto, a exploração contínua, incluindo as ambiciosas expedições brasileiras, nos dá esperança de desvendar mais mistérios e desenvolver estratégias eficazes para proteger este reino vital, que é fundamental para a saúde de todo o nosso planeta. É uma aventura sem fim, onde cada descoberta nos lembra da interconexão de toda a vida e da nossa responsabilidade em sua conservação.

Perguntas Frequentes (FAQ) 📖

P: Como é que a vida consegue florescer em ambientes tão extremos como as profundezas abissais do oceano, onde a pressão é gigantesca e não há luz do sol?

R: Ah, que pergunta fantástica! É exatamente isso que mais me impressiona nessas criaturas. Pensem comigo: estamos falando de um lugar onde a pressão pode ser mil vezes maior do que na superfície, o que seria equivalente a ter uns 50 jatos Boeing 747 em cima da sua unha, ou um elefante africano pressionando cada centímetro quadrado do seu corpo!
Parece impossível, né? Mas a vida, minha gente, encontra um jeito! Elas desenvolveram “superpoderes” de adaptação.
Por exemplo, muitas têm corpos super flexíveis e gelatinosos, sem estruturas rígidas como ossos que seriam esmagados facilmente. Outras espécies, como o peixe olho-de-barril, possuem espaços cheios de líquido para equalizar a pressão interna e externa.
Além da pressão, a escuridão total é outro desafio e, para isso, a bioluminescência é a grande estrela! Elas produzem a própria luz para caçar, atrair parceiros e até se camuflar.
É como ter um farol em um mundo sem sol! E sobre a comida? Bem, lá não tem algas, então muitas são carnívoras com bocas enormes e dentes afiados para capturar qualquer coisa que apareça, ou se alimentam de “neve marinha” — detritos orgânicos que caem da superfície.
Algumas até dependem de bactérias que tiram energia de fontes hidrotermais, verdadeiros oásis de calor e nutrientes no fundo do oceano. É uma lição de resiliência e inovação da natureza, não acham?

P: Que tipos de criaturas podemos encontrar nesse mundo subaquático tão misterioso e quais são as suas características mais curiosas?

R: Se vocês pensam em monstros de filmes de terror, estão no caminho certo, mas a realidade é ainda mais fascinante! As profundezas abissais são lar de seres que parecem saídos de outro planeta, cada um com suas peculiaridades.
Eu, particularmente, adoro o peixe-lanterna, que, como o nome já diz, tem um órgão luminoso que usa como isca para atrair presas na escuridão. E a lula-vampira-do-inferno?
Apesar do nome assustador, ela é bem peculiar, se alimenta de detritos e usa a bioluminescência para se camuflar. Seus olhos são enormes e azuis, e tem uma membrana aveludada entre os tentáculos que lembra uma capa!
Tem também o peixe-víbora e o peixe-ogro, com seus dentes afiadíssimos e estômagos que se expandem para engolir presas maiores que eles mesmos. Eles não podem perder uma oportunidade de refeição!
Sem contar o polvo-dumbo, que usa suas “orelhas” para nadar graciosamente nas profundezas. É um desfile de formas e estratégias de sobrevivência que nos faz questionar o que mais está escondido lá embaixo.
Lembrem-se, estima-se que apenas cerca de 20% do oceano tenha sido explorado, então há um universo de descobertas esperando!

P: As mudanças climáticas afetam as profundezas abissais do oceano, um lugar que parece tão distante e intocado?

R: Infelizmente, sim! E essa é uma das partes mais preocupantes dessa história. A gente tende a pensar que o fundo do mar está imune, mas, como eu já venho alertando há tempos, a mão humana e suas consequências chegam a lugares que nem imaginamos.
Os oceanos absorvem uma quantidade absurda do calor e do dióxido de carbono que emitimos, cerca de 90% do calor do aquecimento global e um terço do CO2!
Isso causa um aumento na temperatura da água, mesmo nas profundezas, e o mais grave: acidificação. A água fica mais ácida, o que prejudica a formação de conchas e esqueletos de muitas criaturas, como corais de águas frias, que são a base de ecossistemas importantes.
Além disso, o aquecimento pode levar à redução dos níveis de oxigênio em águas mais profundas e até mesmo afetar as correntes oceânicas, que são essenciais para a distribuição de nutrientes.
Pior ainda, já foram encontrados microplásticos em amostras coletadas nas fossas mais profundas, incluindo a Fossa das Marianas. Isso mostra que a poluição que geramos na superfície está chegando até lá, e pode ser ingerida pelos organismos, afetando sua saúde e reprodução.
É um lembrete forte de que tudo no nosso planeta está interligado, e que a saúde dos abismos é a saúde de todos nós.

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